
"Ainda antes de começar a dizer mal.
Como diz hoje Vasco Pulido Valente, esta jogada de Jardim não nasce de um mero jogo de poder. Jardim perdeu mesmo o respeito (e acho muito bem) por Lisboa e prepare-se para uma jogada histórica: renegociar os termos da autonomia (aliás, uma constante por essa Europa fora), no sentido de ter mais liberdade. Não é táctica; é um terramoto. E ainda bem. Lisboa precisa de ser atacada. Uma das vias de entrada do tal liberalismo em Portugal é esta: as regiões têm de ter mais poder; tem de haver mais descentralização. Que Alberto João seja o início de qualquer coisa nesse sentido.
Depois, há que admirar a coragem do homem: diz o que pensa num país em que os políticos medem tudo o que dizem, com medo de desagradar a quadratura do círculo.
Depois, Alberto João não enriqueceu. Não usou a política para ficar mais rico. Coisa também, digamos, rara. Comparar João com Valentim é populismo para bem-pensantes."
Henrique Raposo | 22:55 |
UM DOS TEÓRICOS DA DIREITA LIBERAL NO BLOG DA REVISTA ATLÂNTICO
e a resposta adequada no mesmo blog
"É isto que queremos ?
O Alberto João é o exemplo acabado de uma ideia de político que tem arruinado Portugal ao longo dos tempos: mantém-se a economia nas mãos do Estado para controlar os cidadãos, vende-se uma imagem de seriedade e probidade enquanto os amigos políticos e empresários amigos constroem fortunas assombrosas, comem-se umas sardinhas com o povo e calçam-se umas botas de elástico para fingir que se está próximo destes, insultam-se jornais e jornalistas e subsidiam-se jornais “amigos”, insultam-se adversários políticos e prometem-se “bengaladas” para demonstrar “coragem”.
Haja decência."
Pedro Marques Lopes | 09:47
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