Quem tivesse dúvidas quanto à "personalidade" escolhida por Cavaco Silva para seu consultor sobre assuntos políticos basta ter a paciência de ler o artigo que o dito conselheiro, o Prof. João Carlos Espada, escreveu no "Expresso" de sábado passado, na ultima página do caderno "ACTUAL". É um modelo de exibicionismo social, digno da revista Caras , de vacuidade política e hagiografia balofa de Winston Churchill. Exemplar!!!
A propósito , leiam este texto, delicioso e certeiro, sobre o conselheiro ( rima e é verdade) que encontrei no blog AFIXE :
“JOÃO “CARAS” ESPADA
Há quem tenha afiado o dente do humor com a ajuda de uma dieta de Monty Python ou Blackadder; Herman José, até. Mas estou em crer que toda uma geração letrada descobriu as delícias do grotesco, os deleites do ridículo, as maravilhas da ironia involuntária à pala da coluna de João Carlos Espada no “Expresso”.Este poderoso intelectual de obra invisível é detentor de uma aproximação à sabedoria bastante peculiar: é mesmo aproximação, no sentido físico do termo. Quanto mais próximo se encontra ele de um grande vulto do pensamento ocidental, mais trémula lhe fica a pena, mais emocionado lhe escorre o verbo meloso. Há uns anos, era Karl Popper; melhor, sir Karl, para o íntimo Espada. Este gastava dúzias de parágrafos a relatar a forma como o hálito sagrado do filósofo, absorvido em longas tertúlias (dizia ele), era uma espécie de ambrósia intelectual que deixava quem a consumia a planar 100 metros acima dos comuns mortais.Na semana passada, surgiu o nosso parvenu da filosofia política deslumbrado com “os meus amigos Plattner e Garton Ash”. O segundo é o já familiar “Tim” e o primeiro é “director do conceituado Journal of Democracy”. Ambos tiveram o azar de dar de caras com o Espada (mas terão mesmo dado por ele?) num debate na mítica Oxford.A segunda prestação da estopada veio esta semana. Anuncia-nos a criatura, logo a abrir a coluna – agora estranhamente exilada no caderno “Actual” – que comemorou “os 31 anos da nossa democracia na velha Inglaterra”. Que bom. Depois, explica-nos como assistiu a um desfile de sumidades que se queixavam da decadência da Inglaterra e da falta de maneiras do mundo contemporâneo (a sério). Ficámos ainda a saber da participação do Espada, himself, num ilustre almoço-debate (estranho: rezam as boas maneiras que nada se deve debater numa refeição civilizada…) onde todos se mostraram mui preocupados “com o subtil crescimento de uma cultura de morte”.
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