3. O Avante!, de 31 de Janeiro passado, deu-me a honra de me atacar, desbragada e pessoalmente, a propósito de um artigo crítico que publiquei no Diário de Notícias sobre o pluralismo sindical, em louvor da recém-criada Confederação Sindical Internacional e na perspectiva do próximo Congresso da CGTP/IN. Fê-lo nos mesmos termos atrabiliários que usou, repetidamente, contra mim, no "Verão Quente" de 1975. Como se o mundo não tivesse mudado. Como se o muro de Berlim não tivesse caído e a URSS e as chamadas democracias populares não tivessem desaparecido, por implosão interna. Como se, antes, não tivessem votado - e aconselhado os seus simpatizantes a votar - em mim, em 1986.
Acordem, camaradas! O mundo mudou e continua em vertiginosa mudança. Os combates que se impõem são outros. Não se fechem, dogmáticos, no vosso bunker, de olhos e ouvidos tapados às realidades de hoje, como se estivessem cercados ou na clandestinidade. Não estão. Vivem numa sociedade aberta e plural, em transformação. O vosso ataque no Avante! só mostra que o meu artigo teve razão e foi oportuno. Tocou-vos numa ferida grave. Não a tentem esconder. Procurem antes sará-la e viver no tempo de hoje. E pensem no vosso futuro. Porque o passado... passou. |
DN 5-08-08
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