Nós, leitores do Público, adoramos as manipulações do Zé Manel¹
Não sei mais sobre um banco de células do cordão umbilical do que o Público conta: trata-se da congelação de amostras do cordão umbilical de recém-nascidos que poderão ser usadas para o tratamento de doenças futuras, como a leucemia, linfomas e outras patologias relacionadas com o sangue.
Existem em Portugal sete empresas privadas que fazem a criopreservação de células do cordão umbilical, tendo já sido recolhidas 25 mil amostras. O armazenamento destas amostras custam aos pais 1.200 euros.
Naturalmente, estas sete empresas privadas temem o futuro deste rentável nicho de mercado. O responsável de uma destas empresas espera que, «como noutros países, haverá coexistência com os privados e até possíveis colaborações, considerando que são “excelentes notícias para os portugueses”.»
O Público saiu à rua para ouvir “especialistas” sobre a medida ontem anunciada pelo Governo de criar um banco de células do cordão umbilical. Ouviu três “especialistas”:
- • Pedro Nunes, o divertido bastonário da Ordem dos Médicos, que por acaso é oftalmologista, disse que não está “esclarecido sobre a evidência do seu interesse científico”;
• Manuel Abecassis, que só por ser médico não faz dele um especialista, acha que a criação do banco de células “claramente não é uma prioridade”;
• Alberto Barros, director do Serviço de Genética da Faculdade de Medicina do Porto, vê o projecto com “grande alegria”, também devido à sua utilização na investigação, recordando que já havia proposto a criação do banco de células há quatro anos.
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¹ Ontem, o Negócios da Semana (SIC-N) foi sobre o modelo de negócio da Estradas de Portugal. Na primeira parte, falou o secretário de Estado da tutela (cujo nome não fixei); na segunda parte, foram convidados três especialistas para analisar tecnicamente o plano de negócios da Estradas de Portugal. Um dos três especialistas convidados foi José Manuel Fernandes — e, mais surpreendente ainda, ele aceitou o convite.
Do blog CÂMARA CORPORATIVA
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