quarta-feira, fevereiro 11, 2009

A VINGANÇA DO CRESPO

O número dos que denunciam a opressão fascista em que vivemos não pára de aumentar. Eles estão em todo o lado: na comunicação social, na oposição, no PS, na bancada parlamentar socialista, nas escolas, nos blogues e na rua. Mário Crespo acaba de se juntar a esta maioria ruidosa, lançando o seu manifesto. E nele encontramos um elemento inovador. É que o costume estava a ser o da filha-da-putice rasteira. Esta modalidade, tão do agrado do filha-da-puta comum, consiste em fazer denúncias não explicitadas, vagas, apelando ao preenchimento perverso pela imaginação da audiência. Estes filhas-da-puta rasteiros expõem as suas teses conspirativas no curioso pressuposto da inexistência de autoridades: morais, políticas, judiciais ou policiais. Ao lê-los ficamos com a impressão de que vale tudo, de que se legalizou a infâmia, de que reina a impunidade nacional-porreirista. Mas com o Crespo, não. Veja-se:


Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por “onde é que eu ia começar” a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.

Que temos aqui de anómalo? Não faço ideia. Pelo que está relatado, o Ministro interroga um jornalista quanto a uma interacção futura, o qual é livre de lhe responder como lhe der na gana. Para além disso, o Ministro pede profissionalismo no trato; o que se recomenda, aliás. Do que eu faço ideia, clara e distintamente, é da absoluta vantagem em saber o que foi dito, por contraste com a denúncia usual dos filhas-da-puta comuns quanto a esconsos, crípticos e tenebrosos telefonemas de ministros e autoridades variegadas…

Portantos, ó Crespo, obrigados pá. Também alinhaste na filha-da-putice reinante, apanágio dos pulhas, mas tiveste estilo. E o estilo faz o homem, ó Crespo.


No Blog ASPIRINA B

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