É cada vez mais evidente que alguém recebeu dinheiro no caso Freeport, seria um caso raro se tal não tiver sucedido. Resta saber qual das teses é a verdadeira, a de que foi um político ou um alto responsável do Estado a receber ou se alguém enganou os investidores ingleses e beneficiando da celeridade do processo cobrou o "favor".
Não seria a primeira vez que um partido recebe dinheiro como contrapartida para uma decisão simpática que até poderia ser a desejável para o país, basta ver a discussão em torno das obras públicas e a tentativa de as condicionar a um pacto entre o PSD e o PS, estratégia já ensaiada por Menezes e por Ferreira Leite, para se perceber que neste país há uma longa tradição de luvas.
Também não seria a primeira vez que um responsável do Estado, que não um membro do Governo, ganha algum dando a entender que o dinheiro se destina a uma "boa causa", esta é uma táctica ensaiada por muitos corruptos.
Outra estratégia muito usada por intermediários é a cobrança de supostos favores conseguidos à custa da sua intervenção, consegue-se uma reunião com um político interessado em mostrar serviço que se empenha em que um processo bloqueado por qualquer motivo e depois cobra-se um suposto valor ao promotor do investimento.
No mundo da corrupção "todos os pardais comem trigo e só o pardal é que paga", mas como a possibilidade de no caso Freeport estar envolvido um líder partidário leva muita gente, começando por alguns directores de órgãos de comunicação social a apostar apenas numa hipótese. Seria um duplo jackpot, um por derrubar o PS e outro pelos jornais vendidos.
Do blog O JUMENTO
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