Africanista de Massamá – [...] Sr. Eng. José Sócrates, se hoje o Estado Social está maltratado, e o sinal mais evidente da falência do modelo que o senhor seguiu está nos 700 mil desempregados que existem em Portugal, se o senhor consegue explicar aos portugueses porque é que chegou a uma situação com o desemprego historicamente mais elevado em Portugal e com o Estado Social menos presente para apoiar as pessoas, depois de me responder a esta questão nós podemos falar da revisão constitucional que apresentei…
Europeísta de S. Bento – Eu compreendo que não queira falar do seu projecto de revisão constitucional, mas lamento muito mas vai ter que o discutir, porque as suas propostas são propostas que rompem com um consenso social na sociedade portuguesa, e na Europa, a propósito daquilo que são as funções sociais do Estado. E lamento muito, mas vai ter de as discutir. Em segundo lugar, devo dizer, Sr. Dr., que está equivocado. Desde que sou Primeiro-Ministro, as prestações sociais em percentagem do PIB passaram de 17%, em 2005, para 22%. Hoje o Estado dá em prestações sociais, em assistência social, mais de seis mil milhões de euros do que dava em 2005 – apesar da crise. O senhor não tem outro discurso que não seja acusar-me de ser o responsável pela crise; pela crise em Portugal, não considerando aquilo que foi a crise internacional. Mas nem sempre o Sr. Dr. pensou assim. Porque o Sr. Dr., quando era administrador de empresas, não pensava assim. E, de facto, tinha uma análise séria daquilo que foi o impacto que teve no nosso país a crise internacional. [...]
Do Blog ASPIRINAB
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