A perseguição a Sócrates, o desejo infrene de ver a sua cabeça exibida numa travessa aos convivas do banquete oligárquico, tem sido o principal – para muitos, exclusivo – alento da elite nacional que já leva 6 anos de achincalhamento. Nessa afã, contam com a aliança do racismo ideológico do PCP e BE, para quem os únicos socialistas bons são os socialistas derrotados.
Se, até 2005, alguém dissesse que um dia apareceria um primeiro-ministro reformista a conseguir congregar, por igual, o ódio da CGTP e do Belmiro, dos professores e do Manuel dos Santos, de jornalistas e de magistrados, receberia gargalhadas de desprezo e seria tratado como um maluquinho. Em Portugal esse primeiro-ministro imaginado teria um fim inevitável, fulminante, esmagado sem piedade pelos poderes fácticos e adjectivos. O absurdo de pensar que um português qualquer ousaria enfrentar a nossa colectiva e secular fatalidade não passava de um topos de publicistas especializados em descrever as misérias que lhes inspiram o verbo. O medo de existir, a não inscrição do que se repetia clandestinamente ou que a própria subjectividade reprimia, atingiu o cúmulo com a fuga de Barroso e o circo de Santana. A maioria dada ao PS foi um pedido de socorro sem destino conhecido.
Um dia se farão estas contas com fôlego e detalhe. Estar dentro da floresta não deixa ver certos tipos únicos de árvore.
Do blog ASPIRINA B
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