Sócrates 'roubou-nos dinheiro para entregar aos cofres de Lisboa e Açores'
11 de Março, 2012
O governante lembrou que a dívida resultou da necessidade de fazer desenvolver a Região, do aproveitamento dos apoios da União Europeia e do «sentido de oportunidade», numa «altura que havia dinheiro», e avivou também que essa dívida tinha na sua génese a «apropriação» que o engenheiro Sócrates, «que Deus tenha em sua Santa memória», cometeu em relação à Madeira durante os anos em que foi primeiro-ministro: «roubou-nos dinheiro para entregar nos cofres de Lisboa e dos Açores», acusou.
«Lisboa nunca nos fez obra nenhuma depois da autonomia, Lisboa pôs-nos a pagar tudo aquilo que devíamos, não assumiu um tostão», declarou da tribuna montada no largo da Igreja de Santa Cruz onde, para além de alguns naturais do concelho que assistiam e ouviam as explanações do tribuno, era também patente a presença de deputados do PSD-M de outros concelhos.
«Se nós chegarmos a Outubro de 2015 (data que termina o seu mandato e que assegura que não se recandidatará) com a situação financeira controlada, nós podemos dizer, afinal, o que é que Lisboa está fazendo?», afirmou.
«O que nós fazemos, pagamos; todos os serviços que se fazem na Madeira fomos nós que pagamos», observou, ripostando em seguida: «porque estamos aqui a aturar leis de Lisboa com as quais não concordamos; a aturar governantes de Lisboa com os quais, nada temos a ver. Que é isto?», questionou.
Nessa altura, concluiu, «o povo terá a demonstração que a autonomia funcionou e o povo terá o direito de tomar as suas decisões».
Do luminoso "SOL"

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