quarta-feira, janeiro 22, 2014

VIAGEM À NOVA ZELÂNDIA-2





AUCKLAND


“Kia ora”* Amigos!

*(Saudação em língua maori http://en.wikipedia.org/wiki/Kia_ora)



Chegados enfim a Auckland




No aeroporto, a porta de entrada na cidade


Piada sem graça mas que dá algum sentido à fotografia da direita!


AUCKLAND, com c antes do k  que me escapou no mail anterior, é a maior cidade da Nova Zelândia, a mais populosa, com um milhão e quatrocentos mil habitantes ( cerca de 30% dos habitantes do país), e é também capital financeira, situada bem no norte da Ilha do Norte!  O centro da cidade fica  numa faixa estreita de terra entre as duas costas da ilha o que torna muito fácil o acesso da cidade ao mar. Com dois amplos portos naturais o de Manukau, no chamado Mar da Tasmânia, que banha as ilhas do lado Ocidental e o de Waitemata no Oceano Pacífico do lado Oriental, a área urbana de Auckland estende-se por cerca de 100km .




Esta proximidade do mar e amor dos neozelandeses pelos desportos náuticos deram a Auckland o cognome de “Cidade das Velas”
bem patente nesta foto alusiva  do “sky line” da cidade.


Sobre a fundação e a história da cidade….

citando a sempre presente Wikipédia :” Depois da assinatura do Tratado de Waitangi, no início da década de 1840, o governador da colónia inglesa, William Hobson, teve que eleger uma capital para a colónia. Até então, a capital efectiva era Kororareka, na actualidade chamada Russell, em Bay of Islands (ver o mapa"). Sem dúvida, Kororareka estava muito longe do resto do país e tinha uma má reputação devido ao alcoolismo e imoralidade dos seus habitantes.
Com base nos conselhos do missionário Henry Williamson, Hobson elegeu a praia sul do porto natural de Waitemata como nova capital. Adquiriu-se a terra necessária aos seus proprietários (a tribo maori dos Ngati Whatua), e a cerimónia de fundação teve lugar às 13 horas de 18 de Setembro de 1840. Hobson escolheu o nome em honra de George Eden, primeiro duque de Auckland, seu protector e amigo.
Finalmente, em 1865, a capital mudou-se para Port Nicholson, mudando o nome para Wellington. As vantagens de uma posição mais central tornaram-se óbvias quando a Ilha do Sul cresceu em prosperidade e com a descoberta de ouro em Otago e o desenvolvimento da criação de ovelhas e a refrigeração.

sobre o fundador de Auckland, William Hobson http://en.wikipedia.org/wiki/William_Hobson






Cansados da viagem, no primeiro dia fomos, a pé, do hotel,  na região do mapa marcada com o A,  até ao porto mais próximo, o Viaduct Basin, assinalado com a seta vermelha, uma zona turística e comercial com marina e restaurantes , edificada em 2000 por altura da América  Cup, a célebre prova de vela de que a Nova Zelândia é sempre uma das favoritas http://www.americascup.com http://en.wikipedia.org/wiki/Viaduct_Basin. Em 2011 teve também lugar em Cascais.


Dois barcos da equipa da Emirates/Nova Zelândia encontravam-se ancorados no cais.


Foi um pequeno passeio para esticar as pernas e um primeiro contacto com a cidade, com o mar e com a vela , uma das grandes paixões desportivas dos neozelandeses.  Claro que aproveitei também para fazer umas fotos aproveitando o “sky line” e o por do sol.









Um pequeno passeio nocturno  e o regresso ao hotel situado na base  da torre de televisão, o ex-libris da cidade, que visitámos no dia seguinte.



No dia seguinte a vista panorâmica da cidade a partir da  plataforma de observação da torre, a Sky Tower
numa manhã infelizmente enevoada e de visibilidade limitada.




Junto da torre os arranha céus do centro da cidade e mais ao longe as baías que entram quase até ao centro e os milhares de moradias ajardinadas, que estendem por quilómetros, onde mora a maioria da população de Auckland que, normalmente, só vem ao centro para trabalhar ou para frequentar a Universidade.










A ponte onde passa a estrada nacional nº1  ,na esquerda superior do mapa, e a marina de Westerhaven na foto da esquerda



A marina onde tínhamos estado ontem, no Viaduct Bassin, e os arranha céus das grandes empresas internacionais.


Vistas as vistas, ninguém teve coragem de experimentar o “bugee jumping” a partir de uma das plataformas da torre.




Seguidamente atravessámos a ponte sobre a baía de Waitemata para mais uns “Sky Lines”




As próximas fotos do “sky line” da Cidade foram tiradas do local assinalado no mapa.


O céu encoberto e o facto de ser do interior do autocarro não permitiram ao fotógrafo brilhar!
(espero que tenha sido uma boa desculpa!)







Os pescadores desportivos e um curioso silo ou  armazém para barcos porque  as marinas não chegam para tantos e são caras.





Agora o trânsito para a costa do lado Sul da Cidade fotografando as casas ajardinadas nas penínsulas e ilhas  da baía










Duas belas vistas da cidade do local assinalado (ocasião para um elogio ao fotógrafo!!!)







na encosta perto do local , com uma esplendida vista para a baía, moradias de quem tem muito dinheiro!









Mais um Sky line com alguns dos milhares de barcos à vela de Auckland a “Cidade das Velas”





Ao longo da costa, moradias com jardim, parques e praias .







Afastámo-nos da costa e fomos visitar o interessantíssimo AUCKLAND MUSEUM situado numa colina num vasto parque que não percorremos abrigados no museu de uma chuvada intensa que caiu sobre a Cidade.







Fomos recebidos pela simpática e omnipresente saudação maori e pela figura de um herói da minha juventude,

Edmund Hillary o primeiro homem  que, juntamente com o sherpa Tessing, escalou o Evereste!!!




O Museu tinha vários departamentos interessantes. Obviamente não nos foi possível visitar todos os departamentos.

Para tal iriamos necessitar de quase uma semana!

Muito importante colecção de arte maoiri que ocupava o rés-do-chão e que  também viemos a encontrar nos outros museus que visitámos noutras cidades. Os maoiri e a sua civilização são assumidos como uma das raízes da sociedade neozelandesa.


Casas , belas esculturas, em madeira, barcos objectos de uso doméstico, armas e fotografias .Uma grande diversidade de objectos que relatavam bem a vida e a criatividade dos maoris











Os maoris do início do século XX e de hoje




No grande departamento de história natural, uma especial referência aos fenómenos vulcânicos muito importante na Nova Zelândia não só porque Auckland se encontra sobre vulcões extintos há milhares de anos como a própria Nova Zelanda é atravessada quase longitudinalmente por uma falha tectónica resultante do encontro de duas placas tectónicas adjacentes.
Não esquecer, não o vulcão , mas o terramoto que arrasou Christchurch há poucos anos.




Outro departamento estranho, que não encontramos normalmente agregado aos outros departamentos em museus europeus,
é a exposição relativa à participação da Nova  Zelândia, ao lado da Grã-Bretanha, em conflitos locais e mundiais que não lhe diziam directamente respeito. Daí que este museu se denomine também WAR MEMORIAL MUSEUM|





Muito havia a relatar sobre este museu multifuncional e os seus diversos departamentos e galerias com uma museologia moderna e bem cuidada.


Fiquemo-nos pela recepção do museu, acompanhando o estilo neoclássico (?) do edifício, estranho neste Continente

e por um efeito fotográfico interessante da loja do museu.




Lá fora, no parque, depois da chuva e da névoa um contra-luz quando entrámos e um pouco do Sol à saída!





Antes de regressar ao hotel, um pequeno passeio pelo centro da cidade que, contrariamente ao que sucede em outras cidades modernas, não é brilhante sob o ponto de vista arquitectónico e urbanístico. Arranha céus modernaços, edifícios antigos e pequenas construções, algumas antigas e degradadas e outras construídas sem preocupações estéticas, tornam o centro um pouco caótico e sem um aparente plano coerente de urbanização. Claro que o céu nublado e a chuva não ajudou a uma maior empatia com o centro da cidade em contraste com as vistas da zona costeira.

Uma curiosa publicidade aos cafés da Glória Jean para amenizar o texto



Continuando…

É claro que devemos aqui lembrar a tradição da maioria dos habitantes de Auckland de morar em casinhas ajardinadas, e, se mais distantes do centro, até em pequenas quintarolas, faz com que milhares de pessoas só utilizem o centro para trabalhar ou estudar e comer qualquer coisa rápido ao almoço regressando depois à periferia.
A situação está desde os anos 90 lentamente a mudar e o centro começa a ser mais povoado, não só por estudantes e trabalhadores migrantes asiáticos habituados ou forçados a morar em torres de apartamentos com áreas relativamente pequenas comparadas com
as moradias, mas também com a mudança de famílias da periferia a quem as dificuldades do trânsito no acesso ao centro, apesar das vias rápidas, tornam mais difícil a vida quotidiana (não é Rita?’)

Vejamos algumas fotos

Primeiro aproveitando as paredes de aspecto medieval da Igreja Anglicana de S. Mateus, no centro da cidade, umas fotos a condizer







A praça Aotea, a maior praça da cidade local de salas de espectáculos e dé de manifestações!


à esquerda o edifício administrativo do City Council

à direita uma escultura moderna de um escultor maori inspirada num arco de entrada de uma aldeia maori!




à esquerda o Town Hall, a grande sala de espectáculos  neobarroca , de Auckland na praça Aotea



à direita o revivalismo dos meus tempos de jovem. A “reconstrução” dos inícios do Rock com os netos de “Bill Halleey and his Comets”
que actuarão em Março em Auckland no teatro ASB, outra sala para espectáculos para música ligeira da mesma praça.








Ruas na proximidade da praça









Despedimo-nos de Auckland com mais umas imagens da “Sky Tower” espreitando por entre a urbanização algo caótica
do Centro da Cidade



As fotos poderão ser vistas em “slide show” em


e também no Facebook de Joaquim Castilho ( a velhada tem de se adaptar às redes sociais)


E para finalizar algumas fotos “profissionais” de vistas panorâmicas de Auckland







Amigos


até ao próximo mail….. e um abraço!

JOAQUIM CASTILHO





JOAQUIM CASTILHO

Mail :                  jcastilho@netcabo.pt
                              castilho.joaquim@gmail.com
Photoblog:       http://quim.aminus3.com/

1 comentário:

jrd disse...

Já posso dizer que estive nos antípodas e que mesmo de "cabeça para baixo" não senti tonturas, bem pelo contrário...

Um excelente documento. Parabéns!

Abraço