É verde, verde e vermelha.
Quase, quase cinquenta anos
reinaram neste pais,
e conta de tantos danos,
de tantos crimes e enganos,
chegava até à raiz.
Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.
Tantos morreram sem ver
o dia do despertar!
Tantos sem poder saber
com que letras escrever,
com que palavras gritar! (.....)
Fotografia de Eli :encontrar a Eli no Blog Novelos de Silêncio
Poema de Jorge de Sena :ler o poema completo AQUI
Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.
1 comentário:
a fotografia é bela
a cor da liberdade? do antes não posso falar. sou "filha da madrugada", 4 anos em 35/4/1974.
Posso falar da (falta) de liberdade de agora. Do inimigo invisível. Aquele que sinto todos os dias no trabalho.
Posso também descrever a minha geração. Os 'entalados'. Yuppies ou servientes. A cor deles é a da nota de maior valor. E o resto não interessa.
Também posso descrever a mnha educação de pais que viveram no regime. Os que ensinaram os yuppies de hoje a não seguir os sonhos e a entregarem-se à segurança e dinheiro. Por medo. O deles. a nossa herança.
Não estamos cá nem lá. Entalados.
Como diz o meu filho. Escrito na parede a sangue; 'o que foi não volta a ser', Xutos e Pontapés.
A frase dele significa, ao ouvir as histórias da minha juventude, a revolta existente entre o nada e o nada, economia degradada; valores inexistentes. Calcar o vizinho para sermos os melhores. O grito de revolta a acompanhar os Xutos e Pontapés com a 'A vida Malvada'.
A droga a começar a deslizar nos bolsos somente para atordoar.
Dos que conheci, muitos enterraran-se na heroína; uns morreram outros têm sida. O resto é yuppie por oposição.
Os entalados
boa tarde
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