quarta-feira, abril 25, 2007

CANTIGA DE ABRIL

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos
reinaram neste pais,
e conta de tantos danos,
de tantos crimes e enganos,
chegava até à raiz.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.



Tantos morreram sem ver
o dia do despertar!
Tantos sem poder saber
com que letras escrever,
com que palavras gritar! (.....)

Fotografia de Eli :encontrar a Eli no Blog Novelos de Silêncio

Poema de Jorge de Sena :ler o poema completo AQUI



Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

1 comentário:

Teresa Durães disse...

a fotografia é bela

a cor da liberdade? do antes não posso falar. sou "filha da madrugada", 4 anos em 35/4/1974.

Posso falar da (falta) de liberdade de agora. Do inimigo invisível. Aquele que sinto todos os dias no trabalho.

Posso também descrever a minha geração. Os 'entalados'. Yuppies ou servientes. A cor deles é a da nota de maior valor. E o resto não interessa.

Também posso descrever a mnha educação de pais que viveram no regime. Os que ensinaram os yuppies de hoje a não seguir os sonhos e a entregarem-se à segurança e dinheiro. Por medo. O deles. a nossa herança.

Não estamos cá nem lá. Entalados.

Como diz o meu filho. Escrito na parede a sangue; 'o que foi não volta a ser', Xutos e Pontapés.

A frase dele significa, ao ouvir as histórias da minha juventude, a revolta existente entre o nada e o nada, economia degradada; valores inexistentes. Calcar o vizinho para sermos os melhores. O grito de revolta a acompanhar os Xutos e Pontapés com a 'A vida Malvada'.

A droga a começar a deslizar nos bolsos somente para atordoar.

Dos que conheci, muitos enterraran-se na heroína; uns morreram outros têm sida. O resto é yuppie por oposição.

Os entalados

boa tarde